Design, como funciona?

Uma das premissas do Marketing que me lembro bem das aulas na faculdade é que os Stackholders são aqueles grupos que sem o seu apoio uma organização deixa de existir ou de fazer sentido, o termo Stackholder foi criado em 1963 num memorando interno no Stanford Research Institute. Então, ouvir todas as pessoas que serão influenciados é FUNDAMENTAL para o produto existir e ser relevante para sua organização, isso é fazer com que a coisa funcione.

 

 

Trabalhamos com a produção de imagens 3d para catálogos há mais de dez anos e já acompanhamos muitos cases de sucesso e insucesso na criação de produtos, atuando no mercado de marketing e publicidade há mais de 23 anos nos dá também a conhecer e acompanhar outras tantas histórias. Cases daqueles onde o custo fora reduzido por pequenas alterações e suas vendas foram oxigenadas a produtos que vendiam bem e com ‘renovação’ de alguma característica, uma simples troca de puxador e de repente o produto precisou deixar de existir, ora porque o gestor tomou uma decisão em conjunto com a equipe (poucos) ou por falta tempo para pesquisa, coisas que eu chamo de Suicídio Produtivo.

O ponto chave para um negócio de sucesso é ter resultados baseados em seu objetivo original, quando um empreendedor coloca em prática uma ideia, basicamente é porque surgiu de uma necessidade de resolver algum problema, uma dor, um objetivo foi construído ou sonhado.

No Design Thinking a resposta para essa dor/solução é simbolizada por um presente (objeto de valor), o que não é necessariamente uma COISA, tangível, palpável, pode e na maioria das vezes está ligado ao emocional, ao sensorial.

 

As pessoas pensam que é esse verniz… que são entregues aos designers esta caixa e lhes é dito: ‘Torne-a bonita!’ Não é isto que achamos que é design. Não é apenas a aparência e a sensação. Design é como funciona.” Steve Jobs

 

Tomei a liberdade de modificar levemente a última parte da frase para “Design é o que funciona” intencionalmente, pois enxergamos em nossa mente ideias como coisas, a grande parte de nós precisa tocar e ver ideias concretizadas.

Mas a decisão de compra é tomada pela emoção em grande parte das pessoas, quando falamos de decisões que precisam de um mínimo de razão, que é a compra de um móvel que ficará por anos numa casa ou a construção de uma cozinha, ou a construção de uma casa, um carro. Essa decisão seguirá acompanhada não apenas da emoção e sentimento, mas de bom senso para aplicar no dia-a-dia ao uso dessa coisa a FUNÇÃO e aí em boa parte das vezes o designer se perde no desejo de agradar a si pelo bom desenho, uma bela curva ou um material novo, em algumas vezes se perde no sentimento e na vontade do cliente e não do consumidor final.

 

Controlando a emoção

Em algumas ocasiões presenciei a linguagem corporal de diretores comerciais, industriais e equipes de venda ao apresentarmos o design de alguns produtos que já criamos aqui na Fábrica de Imagem, expressões das mais distintas, daquelas que demonstravam que aquele produto sendo aparentemente simples porém bonito poderia se tornar um bom produto na ponta de venda e expressões que demonstravam que tínhamos criado um sucesso de design e custo e lá na frente se mostrou uma catástrofe, foram experiências que nos ensinaram muito e quero destacar 3 pontos que funcionam.

  • Não acredite em elogios pela beleza do produto da sua indústria ou para seu cliente
    • A vaidade é o que temos de sobra, a grande maioria dos designers faz design para designer. Vou explicar, o designer ouve/lê seu briefing o tempo todo, faz pesquisas, cria um lindo produto baseado nas ‘necessidades’ do mercado que geralmente é o comprador ou alguém da equipe de vendas que define e que precisa melhorar seu ranking e metas, daí então traz suas sugestões, porém ouve muito pouco o maior interessado no produto que é o consumidor final. Trabalhar pontualmente resolve algumas questões colocadas nesse tópico.
  • Não acredite em todas as estatísticas
    • Estatísticas são feitas por amostragens gerais e se você quer ter um maior índice de acertos precisa ter uma pesquisa própria, que vai trabalhar seu público alvo e seu público e mercado atuais, de nada adianta pegar uma estatística nivelando todos os estados do Brasil se seu mercado de atuação for a região sudeste da Bahia, somos um país continental, sei que você sabe disso mas não custa lembrar. Pois na grande parte das vezes você cria um produto e distribui o catálogo de vendas para toda sua equipe. Tenho soluções interessantes para essa diversidade.
  • Faça pesquisas pontuais
    • Se você tem 5 ou 20 representantes terá um trabalho maior de pesquisa e um prazo maior para executar a criação de um produto, porém já parou para fazer conta de quantos milhões jogou fora na produção de lotes piloto? (chamo de lote piloto todo produto que é interrompida sua fabricação com menos de 18 meses). Entrevistar as pessoas que serão seu maior elo entre a matéria prima bruta e o dinheiro (equipe comercial-consumidor final) é o passo inicial para a concretização de um produto de sucesso, essa empatia com os vendedores e compradores farão de você uma indústria bem posicionada, que não age com ansiedade.

 

 

Uma fábrica precisa vender e quer vender

Todos os dias seus funcionários estão a disposição e matérias primas precisam ser colocadas no pátio continuamente, o crescimento ou estagnação devem ser feitos com planejamento. Em tempos de alta competitividade que temos vivido, só sobrevivem aqueles que inovam e grande parte dos empreendedores não compreendem a palavra inovar e misturam com fazer algo novo, não é exatamente isso inovar (vou escrever mais sobre isso). Inovar tem a ver com fazer melhor o que já vem sendo feito com certo sucesso.

E lembre-se que sucesso não é apenas dinheiro no bolso logo no lançamento de um produto, mas ao longo do prazo da curva de vida desse produto, a aceitação, paixão e fixação desse produto pelo consumidor.

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Se deseja mais informações sobre alguns pontos, entre em contato para uma consultoria.

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